monociclo

20 de abril de 2010 by

Todos os dias pensa em levantar, se esticar e ir ao banheiro…

todos os dias pensa em levantar fazer um café e depois sentar no computador

todos os dias pensa em trabalhar

todos os dias pensa

pensa

Todas as tardes se esforça pra terminar a tempo

todas as tardes não tem tempo

todas as tardes

todas

Todas as noites se esforça  pra não cair no tédio

todas as noites tem rompantes de ideias

todas as noites não dorme direito pensando nelas, as ideias

que todas as noites fazem ninho e não vão embora

todas as noites

quando o sono vem, já não sabe em que mundo esta

quando tudo fica escuro pensa que já não dá tempo

quando acorda pensa:

Todos os dias….

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Espontaniedade

20 de abril de 2010 by

Chegamos, andamos e rodamos pelo lugar observando os resturantes, por sinal eram eles a maioria naquele lugar, ambientes convidativos e todos ofereciam um “Quê” de luxo. Rodamos uma outra vez agora prestando mais atenção aos cardápios.

-Ah ! Aqui tem o Spetaculo. Acho que é ali, mas não vejo placa. Digo a ela, dando alguns apertos na mão dela que seguro.

Ela faz uma cara de quem gostou da ideia e me puxa com a mão, será que é o que pensávamos? Pareciamos dois perdidos, encaravamos as pessoas e os pratos atrás de alguma pista que nos indicasse que aquele seria o lugar a qual procuravamos.

-Olha o porta guardanapos, tem a marca deles, é aqui. Disse eu novamente.

Ela veio e nos adentramos entre as mesas até sermos conduzidos pelo garçom.

-A do cantinho né?! Raquel diz pra mim sorrindo enquanto alcança a mesa do cantinho.

Abrimos o cardápio.

-Agora já era sentamos, isso porque estamos sem dinheiro. Disse ela com um sorrisinho gostoso no rosto. – Ah, mas também temos que aproveitar né? Complementou ela.

-Todos parecem gostoso, e agora ?

-Pode ser qualquer um, menos que tenha peixe.

-Tá bom, o que acha da picanha? Ou o medalhão.

-Não sei, vamos de medalhão.

Então o garçom novamente veio, e fizemos o pedido, um prato de medalhão ao molho madeira e uma cerveja com dois copos, ou dois copos e uma cerveja. A cerveja em meia taça balançava conforme conversamos, a conversa como sempre parecia ser um dos pratos gostoso ali servido, e quase tinha aroma. Em um determinado momento ainda na primeira cerveja, me perco na graciosidade de seus gestos e o jeito doce como fala me dispersa da conversa mas me prende a ela penso, comigo mesmo:

-Que ótimo dia, eu te amo.

Sinto uma sensação de reconforto que tenho sentido todos os dias, na sua conversa, nos seus olhos e cheiro.

Em alguns momentos nossas mãos se tocavam e se deslivam. Não tinhamos ido com a pretensão de nos servir um banquete, mas sim conhecer, e de espontaniedade em espontaniedade tivemos um dia perfeito.

Instante

20 de abril de 2010 by

A luz que entrava pela janela não incomodava, pelo contrário, enchia o ar de um mistério embriagante. Percebiam apenas as siluetas, o molde das coisas, dos corpos, do outro.

Ao toque dos lábios os olhos quase se abriam, a mão por entre os cabelos fazia com que um leve arrepio percorresse o corpo. Não era dia, nem era noite, era um instante, “o” instante. O mundo, por assim dizer, se afastava. Os corpos se tocavam o que trazia a uma das mentes uma sensação de queda livre, enquanto ao outro só fazia pensar em coisas sem sentido, ou com todos eles.

Adormeceram.

O sono parece acalentar aqueles espíritos, não a nada a pensar, eles por algum motivo se bastavam, naquele instante, era o suficiente.