Pés frios

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Enquanto ela durmia, o vento vinha frio e desconfiado bater na janela.

Quando, de tanto barulho, a acordava fingia ele que não era nada.

Ela, com olhos sonolentos e coração lerdo, olhava pela fresta da cortina e via a noite fria.

Enquanto ela tentava dormir, o vento se fazia de brisa, calmo e sonífero.

Quando bem já era dia, o sol a atentava com seu calor fraco e a acordava como quem não faz por querer.

Ela levanta e não sente nada, só os pés frios,  a boca seca e o coração em dormência. Pensa na noite fria e no barulho na janela, enquanto o coração volta a ficar lerdo,  pensa: que bom seria somente não acordar.

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Uma resposta to “Pés frios”

  1. anderson silva Says:

    gostei de como escreve, estou escrevendo um livro(ainda na criei um titulo) a unica forma de saber realmente como uma pessoa é lendo suas palavras…

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