Férias

21 de maio de 2010 by

Abre os olhos preguiçosamente, encolhido e torto na cama, tenta mentalmente adivinhar as horas e torce para que tenha passado das oito da manhã. O barulho do teclado vem da sala, pensa, ela já acordou, senta na cama e com os cabelos desvairados vai até a sala e dá bom dia seguido de um beijo, um gole no café e uma mordida no pão. Acorda definitivamente sentado no “sofá” e comemora consigo mesmo…Férias.

Acordar depois das oito e enrolar na cama, usar pijamas, fazer café, cuidar do meu amor, fazer compras, preparar o almoço em conjunto, passear, vídeo-game, praia, sorvete, desenhar, escrever, Nando Reis e Cássia Eller, escovar os dentes, desligar a mente, varrer a casa, pastéis, amigos, futebol, cochilar, amor, fotografar, recortar, engordar, enriquecer a mente, olhar despenteado pela janela, sair de pijama, arruma a cama, seriados, chá, queijo, receita, cinema, 121, Alfredo, Abelha, suco, lápis azul, lembrar do trabalho, tomar banho, dormir tarde, sair, olhar o céu no final de tarde, contos cotidianos, ideias, estiletes, post-it, sol, acordar depois das oito da manhã.

…Férias.

Figa

21 de maio de 2010 by

Vejo sua cara de cansada, quase que exausta, não dorme e beira o desespero. Estou ao teu lado, faço o possível para deixar tudo um pouco mais leve e me culpo por me entregar ao sono antes de ti.

Li e leio cada linha do TEU projeto, com uma forma de escrita e uma forma de pensar que a torna inconfundível, “marca registrada” de tua forma única de olhar sempre mais adiante e por caminhos diferentes.

Cada sorriso que consegue emergir em meio ao cansaço me deixam mais felizes e mesmo que em silêncio, estou  ao teu lado, fazendo “figa” para que isso tudo acabe com louvor.

Pés frios

28 de abril de 2010 by

Enquanto ela durmia, o vento vinha frio e desconfiado bater na janela.

Quando, de tanto barulho, a acordava fingia ele que não era nada.

Ela, com olhos sonolentos e coração lerdo, olhava pela fresta da cortina e via a noite fria.

Enquanto ela tentava dormir, o vento se fazia de brisa, calmo e sonífero.

Quando bem já era dia, o sol a atentava com seu calor fraco e a acordava como quem não faz por querer.

Ela levanta e não sente nada, só os pés frios,  a boca seca e o coração em dormência. Pensa na noite fria e no barulho na janela, enquanto o coração volta a ficar lerdo,  pensa: que bom seria somente não acordar.